ANEEL registra ampliação da matriz elétrica em agosto com foco em fontes renováveis

ampliação da matriz elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) registrou a ampliação da matriz elétrica em 342 megawatts (MW) na capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN) durante o mês de agosto de 2025. Os dados foram divulgados pela Superintendência de Concessões, Geração e Comercialização (SCG) da Agência e refletem o avanço da transição energética brasileira.

O destaque do mês foi a entrada em operação de usinas eólicas (186,9 MW) e hidrelétricas (105 MW), reforçando o protagonismo das fontes renováveis no processo de expansão da matriz elétrica do país.

Fontes eólicas e hidrelétricas lideram a expansão

As centrais eólicas lideraram o crescimento em agosto, com 15 novas unidades geradoras distribuídas no estado do Rio Grande do Norte, totalizando 186,9 MW. O estado se mantém como referência nacional em geração eólica, aproveitando seu elevado potencial de ventos constantes.

No segmento hidrelétrico, os 105 MW adicionados foram provenientes da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Inhuma, localizada em Goiás, com três unidades geradoras de 35 MW cada.

Além dessas, outras fontes contribuíram para o crescimento da matriz. Destaque para a Usina Termelétrica Verde Vale III, movida a bagaço de cana, que adicionou 27 MW no estado de Minas Gerais.

Brasil alcança mais de 7 GW adicionados em 2025

Com os acréscimos de agosto, o Brasil chegou à marca de 7.059 MW adicionados à capacidade instalada em 2025. Este volume já representa 5,6% a mais do que o total registrado em todo o ano de 2024, segundo dados consolidados pela ANEEL.

A expansão reafirma o papel estratégico das fontes limpas e renováveis, especialmente em um contexto de diversificação da matriz e de fortalecimento da segurança energética nacional.

A Agência também destaca que, do total instalado em 2025, 92,6% correspondem a fontes consideradas sustentáveis, como solar, eólica, hídrica e biomassa. Os dados refletem o avanço das políticas públicas voltadas à transição energética e ao incentivo à geração descentralizada e de menor impacto ambiental.

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