A carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu um novo recorde de 102.478 MW médios em 11 de julho de 2025, segundo dados oficiais do ONS. O marco ocorreu durante uma intensa onda de calor no Sudeste e Centro-Oeste, aumentando o consumo de energia elétrica em residências, indústrias e comércio.
O aumento expressivo na carga do SIN exige ações coordenadas de planejamento energético. Além disso, o ONS monitora variáveis climáticas e hidrológicas para garantir segurança no suprimento. Como resultado, o despacho de termelétricas foi intensificado para atender à demanda adicional, respeitando os limites de operação do sistema. No entanto, especialistas alertam que ondas de calor mais frequentes podem exigir investimentos adicionais em geração e transmissão.
Com a alta carga do SIN, usinas térmicas e hidrelétricas foram acionadas de forma complementar. Além disso, o ONS priorizou a otimização do armazenamento dos reservatórios. Como resultado, as regiões Sudeste e Centro-Oeste concentraram 59% da carga total no período, segundo o boletim técnico divulgado. Consequentemente, o equilíbrio entre segurança energética e custo operacional permanece como desafio para o setor.
Monitoramento do SIN apoia estratégias de operação
O ONS realiza projeções diárias de carga, considerando cenários climáticos e expansão da geração. Além disso, o Centro de Operação Nacional integra dados de geração renovável e convencional. O novo recorde evidencia a necessidade de reforçar redes de transmissão para reduzir perdas e aumentar a confiabilidade do sistema. Para os próximos meses, o Operador seguirá publicando boletins semanais com dados rastreáveis de consumo, geração e intercâmbios entre regiões.
O desempenho do SIN em períodos críticos consolida informações essenciais para decisões técnicas e políticas públicas no setor elétrico.