Segundo a ANEEL, em julho de 2025, 94,3% da expansão da matriz elétrica brasileira teve origem em fontes renováveis. Ao todo, 437,04 megawatts (MW) foram incorporados à capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN). As novas usinas foram conectadas nos estados da Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.
Conforme detalhado pela ANEEL, o destaque da expansão ficou com as usinas solares fotovoltaicas. Elas responderam por 235,17 MW do total. Em seguida, aparecem as eólicas, com 157,5 MW adicionados ao SIN. Como resultado, essas duas fontes sustentaram a dominância renovável na matriz elétrica do mês.
Além disso, outras tecnologias também contribuíram: 43,61 MW de termelétricas e 0,76 MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Esse cenário mostra um movimento consistente de transição energética e diversificação da geração.
Geração renovável lidera expansão anual
No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Brasil adicionou 4.710,75 MW à sua matriz elétrica. Desse total, 4.214,76 MW são oriundos de fontes sustentáveis, o que equivale a 89,5% da expansão no período.
Como consequência, a matriz elétrica nacional fechou julho com uma capacidade total de 202.966,30 MW. Dentre as fontes em operação, 83,6% são consideradas renováveis — um reflexo direto da política energética brasileira que prioriza tecnologias sustentáveis.
Incentivos regulatórios mantêm ritmo de crescimento
Segundo a ANEEL, o avanço expressivo das fontes renováveis resulta também da política regulatória voltada à sustentabilidade. O investimento contínuo em energia limpa, somado à liberação regulatória para novos empreendimentos, permite que os estados ampliem suas capacidades locais de geração, especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste.
Consequentemente, os dados reforçam a posição do Brasil como uma das matrizes mais limpas do mundo. Com o contínuo estímulo à energia renovável, espera-se manter o ritmo de crescimento nos próximos meses.