Fabricantes solares da China acumulam prejuízos bilionários em 2025, aponta Caixin Global

fabricantes solares da China acumulam prejuízos

Os fabricantes solares da China acumulam prejuízos significativos no primeiro semestre de 2025, reflexo direto do excesso de oferta no mercado fotovoltaico e da queda dos preços de polissilício, wafers, células e módulos abaixo do custo de produção. A informação foi publicada pela Caixin Global, citada pelo Poder360.

De acordo com balanços divulgados, as perdas da TCL Zhonghuan cresceram 38,5% em relação ao ano anterior, alcançando 4,2 bilhões de yuans (cerca de R$ 3,19 bilhões). A JA Solar registrou alta de 195% nas perdas, atingindo 2,6 bilhões de yuans (R$ 1,98 bilhão). A Trina Solar, que em 2024 havia obtido lucro de 526 milhões de yuans, apresentou prejuízo de 2,9 bilhões de yuans (R$ 2,2 bilhões). Já a Longi conseguiu reduzir pela metade seu prejuízo frente a 2024, mas segue no vermelho devido à competição acirrada.

Fabricantes solares da China acumulam prejuízos por excesso de oferta

Segundo a Caixin Global, a indústria enfrenta um “período de transição doloroso”, resultado da expansão acelerada da capacidade produtiva em contraste com a desaceleração da demanda. Desde meados de 2024, os preços dos insumos fotovoltaicos caíram a patamares históricos, corroendo as margens em toda a cadeia.

O ambiente competitivo também foi impactado por mudanças regulatórias, como o fim da compra garantida de energia renovável pelos operadores estatais de rede, medida que pressionou ainda mais os fabricantes.

Medidas de contenção e intervenção do governo chinês

A situação levou a movimentações tanto da indústria quanto do governo central. Em agosto, seis órgãos do governo da China realizaram um simpósio setorial para defender o fim da competição desordenada, o reforço na fiscalização de preços e ações contra publicidade enganosa.

Ainda em julho, a Associação da Indústria Fotovoltaica da China articulou com 11 fabricantes de polissilício a formação de uma joint venture para adquirir até 700 mil toneladas de capacidade excedente. O objetivo é retirar esse volume de circulação e conter a pressão sobre os preços. No entanto, detalhes sobre valores e estrutura societária ainda não foram definidos.

Enquanto isso, a capacidade produtiva segue crescendo. Segundo a Associação da Indústria de Metais Não Ferrosos da China, a produção doméstica de polissilício aumentou 5,7% em julho e deve avançar mais 16% em agosto, reforçando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

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