A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou que a geração de energia solar cresce 14,1% em julho de 2025 em relação ao mesmo mês do ano anterior. As usinas fotovoltaicas brasileiras produziram 3.497 megawatts médios (MWmed), frente a 3.063 MWmed registrados em julho de 2024.
O desempenho da fonte solar reforça a consolidação da tecnologia como uma das principais alternativas de expansão da matriz elétrica nacional, sustentada pelo aumento de usinas de grande porte e pela maior participação da geração distribuída.
Geração de energia solar cresce 14,1% enquanto hidrelétricas recuam
Na mesma base de comparação, outras fontes apresentaram resultados variados. A geração eólica subiu 15,6% e a térmica avançou 3,4%, enquanto as hidrelétricas recuaram 9,4%. No consolidado, o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou um leve decréscimo de 0,6% na geração total, com 70.510 MW médios.
Segundo a CCEE, as variações refletem condições hidrológicas menos favoráveis e um maior uso de fontes complementares. Essa dinâmica tem garantido maior segurança ao suprimento, ao mesmo tempo em que ressalta a importância da diversificação da matriz elétrica brasileira.
Consumo e análise regional do SIN em julho
O consumo total de energia elétrica no SIN caiu 1,5% em julho. O Ambiente de Contratação Livre (ACL) apresentou leve retração de 0,1%, enquanto o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) registrou queda de 2,6%.
Regionalmente, julho de 2025 apresentou temperaturas inferiores às de 2024 em grande parte do país, exceto em alguns estados do Norte e Nordeste. Acre (15,9%), Maranhão (9,9%), Piauí (6,7%) e Paraíba (4,2%) registraram as maiores altas de consumo. Já Rio de Janeiro (-11,4%), Mato Grosso do Sul (-10,1%) e Rondônia (-9,3%) apresentaram as quedas mais acentuadas.
Entre os setores econômicos analisados, sete dos 15 ramos avaliados apresentaram retração. O segmento de manufaturados diversos cresceu 3,0%, enquanto bebidas (-7,0%) e telecomunicações (-5,7%) lideraram as quedas, refletindo sazonalidade e ajustes de demanda no inverno.
O acompanhamento dos dados da CCEE reforça o papel da energia solar na expansão sustentável da matriz elétrica brasileira, especialmente em cenários de maior volatilidade hidrológica.
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