A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicou nesta terça-feira (25/6) uma nota técnica que destaca as oportunidades para o Brasil no aproveitamento conjunto de hidrogênio de baixo carbono e biomassa. O estudo reforça o potencial do país para ocupar uma posição estratégica no cenário global de descarbonização, graças à abundância de recursos naturais, infraestrutura agrícola e experiência no setor bioenergético.
Hidrogênio e biomassa se complementam em rota sustentável de produção energética
Segundo a nota, o Brasil possui vantagens competitivas para integrar tecnologias de produção de hidrogênio com resíduos agroindustriais, como bagaço de cana-de-açúcar, resíduos florestais e dejetos da pecuária. Como resultado, essa sinergia pode acelerar a oferta de hidrogênio renovável, com emissões líquidas reduzidas. Além disso, o modelo propõe o uso do biogás como insumo e vetor energético.
EPE identifica caminhos tecnológicos para integrar cadeias produtivas
A publicação detalha rotas tecnológicas viáveis, como reforma de biometano, gaseificação de biomassa e eletrólise com fontes renováveis. Dessa forma, o país pode diversificar sua matriz energética com soluções de baixo carbono. A EPE também sugere a criação de hubs regionais para estimular a industrialização e exportação do hidrogênio produzido.
Potencial brasileiro pode posicionar o país como referência internacional
A sinergia entre hidrogênio e biomassa pode fortalecer setores como transportes pesados, siderurgia, fertilizantes e geração distribuída. Portanto, o Brasil reúne condições para liderar projetos-piloto, atrair investimentos e estabelecer regulações robustas. Como consequência, o estudo orienta políticas públicas, fomentos e articulações com o setor privado.
Acesse a nota técnica aqui.
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