Micro e minigeração distribuída no Brasil supera 5 GW em 2025

micro e minigeração distribuída

O setor de geração distribuída continua a registrar avanços significativos no Brasil. De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a potência instalada da micro e minigeração distribuída (MMGD) ultrapassou a marca de 5 gigawatts (GW) em 2025, consolidando o modelo como um dos principais vetores de crescimento da matriz elétrica nacional.

Expansão da geração distribuída

A MMGD, regulamentada pela Lei nº 14.300/2022 e pela Resolução Normativa nº 482/2012, permite que consumidores gerem sua própria energia a partir de fontes renováveis, como solar fotovoltaica, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. Entre essas, a energia solar fotovoltaica continua a ser a protagonista, representando mais de 95% da potência instalada.

Fatores que impulsionam o crescimento

O crescimento acima de 5 GW em 2025 é resultado de uma combinação de fatores estratégicos:

  • Maior competitividade econômica da energia solar, com queda no custo dos equipamentos;
  • Apoio regulatório, por meio da Lei 14.300/2022, que deu maior previsibilidade ao setor;
  • Adoção descentralizada, em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais;
  • Aumento da consciência ambiental, com consumidores priorizando fontes limpas e renováveis.

Impactos para a matriz elétrica brasileira

Com o avanço da micro e minigeração distribuída, o Brasil fortalece sua segurança energética, reduz perdas no transporte de eletricidade e descentraliza a produção. Esse modelo contribui também para a redução de emissões de carbono, alinhando-se aos compromissos de descarbonização do país.

Além disso, a expansão da MMGD gera impactos econômicos relevantes: movimenta cadeias produtivas, cria empregos locais e atrai novos investimentos para o setor de energias renováveis.

Perspectivas para os próximos anos

Segundo projeções da ANEEL, o ritmo de expansão deve se intensificar, impulsionado pelo interesse de consumidores em reduzir custos com energia e pela entrada de novos modelos de negócio, como comunidades de energia renovável e armazenamento de energia associado à geração solar.

O Brasil, com sua alta incidência solar e grande demanda por energia limpa, se posiciona como um dos países com maior potencial de crescimento em geração distribuída no cenário global.

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