Leilão de Energia Nova “A‑5” de 2025 reunirá 241 projetos e 2,999 MW na próxima sexta-feira

Leilão de Energia Nova A‑5

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizarão nesta sexta-feira (22 de agosto de 2025), a partir das 10h, o Leilão de Energia Nova “A‑5” de 2025, voltado à contratação de energia de novas usinas hidrelétricas. O evento será sediado no auditório da CCEE em São Paulo, e os lances poderão ser acompanhados ao vivo pelo portal da instituição.

Recorde de participação em leilões de hidrelétricas

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou um total de 241 projetos inscritos, somando 2.999 MW de potência — marca inédita para leilões dessa natureza. Entre os empreendimentos cadastrados, destacam-se:

  • 50 centrais geradoras hidrelétricas (CGHs), com 138 MW;
  • 184 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 2.592 MW;
  • 7 usinas de até 50 MW, totalizando 269 MW.

Como funciona o Leilão de Energia Nova “A‑5”

O certame negocia energia por quantidade, com contratos de suprimento de longo prazo (20 anos), e com entrega prevista para até 1º de janeiro de 2030. O Custo Marginal de Referência (CMR) definido é de R$ 411,00/MWh, servindo como preço-teto para empreendimentos sem outorga ou fora de contrato. Para quem já possui outorga com contrato, os preços de referência são:

  • R$ 221,55/MWh para UHEs;
  • R$ 316,50/MWh para PCHs e CGHs.

Também foi estabelecido que pelo menos 30 % da energia habilitada de cada empreendimento deve ser negociada nesse certame. Empresas enquadradas como minigeração distribuída e participantes do sistema de compensação (SCEE) estão vedadas de participar.

Relevância e impacto no setor elétrico

O Leilão de Energia Nova “A‑5” representa uma oportunidade significativa para ampliar a capacidade hidrelétrica do país. A expressiva adesão de PCHs e CGHs indica o interesse crescente em projetos de menor porte, especialmente após a revogação das regras que fixavam teto de preço para PCHs, o que exigiu ajustes no edital.

O modelo por quantidade com contratos de 20 anos permite maior previsibilidade para investidores e segurança para distribuidoras contratantes. Além disso, ao contratar energia nova, o certame contribui para a diversificação da matriz energética e para o fortalecimento da confiabilidade do sistema elétrico no médio e longo prazo.

Acompanhe o Ecogateway para mais análises sobre o avanço da energia solar, hidrelétrica e as inovações que moldam o setor elétrico nacional. Siga nosso perfil no Instagram @ecogateway, no LinkedIn e participe das comunidades técnicas no WhatsApp e Telegram.

Assuntos

Mais lidos

321

1

Leilão de potência no Brasil: Mais competição, preços mais baixos e atenção às novas tecnologias.

2

A importância das baterias para a eletromobilidade. 

3

Painéis solares flutuantes avançam no Brasil e unem geração limpa à preservação hídrica.

4

Baterias integradas a sistemas solares podem atingir payback em cerca de 2 anos no Brasil.

5

Brasil fortalece setor elétrico com expansão significativa de geração e transmissão de energia.

Leia mais

Conexão CPIIC: A importância da proteção contra surtos com Sérgio Santos da Embrastec

Conexão CPIIC: Tecnologia a Serviço da Sociedade com Paulo Valente da SmartLampPost

Automação e Controle de Iluminação: o Futuro Sustentável Começa Aqui!

Leilão de potência no Brasil: Mais competição, preços mais baixos e atenção às novas tecnologias.

A importância das baterias para a eletromobilidade. 

Painéis solares flutuantes avançam no Brasil e unem geração limpa à preservação hídrica.

Baterias integradas a sistemas solares podem atingir payback em cerca de 2 anos no Brasil.

Brasil fortalece setor elétrico com expansão significativa de geração e transmissão de energia.

Custo de implantação de usinas solares fotovoltaicas no Brasil deve subir cerca de 30% a partir de abril.

PUBLICIDADE