ANEEL projeta aumento médio de 6,3% nas tarifas de energia para 2025

efeito médio tarifário

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou, por meio da Infotarifa de agosto de 2025, que o efeito médio tarifário nacional para o ano deve ficar em torno de +6,3%. O dado considera os reajustes aplicados pelas distribuidoras de energia elétrica no decorrer do ano, refletindo os principais componentes que impactam as tarifas cobradas dos consumidores.

CDE volta a exercer forte pressão nas contas

Segundo a ANEEL, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) é novamente o principal fator de aumento nas tarifas. O subsídio embutido na conta de luz, usado para financiar políticas públicas e equilibrar os custos do setor, continua a crescer, o que compromete o alívio esperado pelos consumidores.

Além disso, há uma redução expressiva na devolução de créditos de PIS/COFINS, o que agrava a pressão sobre o efeito médio tarifário. Em 2023 e 2024, esses créditos funcionaram como um amortecedor dos aumentos, mas em 2025 seu impacto positivo está se esgotando.

Tendência de alta nas distribuidoras

A expectativa é que a maioria das distribuidoras registre aumentos superiores à inflação no processo de revisão tarifária. Os números divulgados pela ANEEL já refletem a tendência de pressão inflacionária setorial, especialmente para consumidores do grupo B (baixa tensão), que vêm enfrentando aumentos mais significativos.

Monitoramento contínuo e impacto regional

Os impactos tarifários variam de acordo com cada distribuidora e região. Além da CDE e dos créditos tributários, também pesam nos reajustes os custos com compra de energia, encargos setoriais e atualização da base de remuneração das concessionárias.

A projeção de +6,3% no efeito médio tarifário nacional em 2025 supera os índices inflacionários do mesmo período, com destaque para a pressão exercida pela CDE. A menor devolução de créditos de PIS/COFINS também contribuiu para o aumento previsto nas tarifas.

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