ONS projeta redução na demanda de carga no SIN e no Sudeste

redução na demanda de carga no SIN

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou nesta sexta-feira (16) as projeções semanais do Programa Mensal de Operação (PMO), apontando redução na demanda de carga no SIN e em dois subsistemas do país. A queda estimada para o Sistema Interligado Nacional (SIN) é de 1,6%, totalizando 76.023 MW médios. A maior retração proporcional foi registrada no Sudeste/Centro-Oeste, com 3,5% (41.837 MWmed), enquanto o Sul terá redução de 0,9% (12.970 MWmed).

Por outro lado, os subsistemas Norte e Nordeste devem apresentar crescimento. A carga na região Norte deve aumentar 2,9% (8.312 MWmed), enquanto no Nordeste a elevação estimada é de 1,3% (12.903 MWmed). As comparações foram feitas com base nas projeções para agosto de 2025, em relação ao mesmo período de 2024.

Temperaturas mais amenas explicam redução na demanda de carga no SIN

De acordo com o ONS, a redução na demanda de carga no SIN está diretamente relacionada às condições climáticas. “Com temperaturas mais amenas, a demanda por energia naturalmente diminui e o SIN precisa equilibrar, em tempo real, a geração com as necessidades de carga da sociedade”, explicou Marcio Rea, diretor-geral do ONS.

As projeções de Energia Armazenada (EAR) também indicam estabilidade em relação às estimativas anteriores. O Norte e o Sul devem encerrar o mês com os maiores níveis de reservatório, atingindo 87,3% e 74,6%, respectivamente. O Nordeste pode alcançar 60%, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste segue com 58,8%.

Níveis de armazenamento e ENA reforçam cenário de estabilidade no SIN

Além da redução na demanda de carga no SIN, o boletim do ONS trouxe dados da Energia Natural Afluente (ENA) para agosto. A região Sul deve atingir 78% da Média de Longo Termo (MLT), enquanto o Norte alcançará 71%. Já o Sudeste/Centro-Oeste deve chegar a 70% da MLT, e o Nordeste apresenta a menor expectativa, com 49%.

O Custo Marginal de Operação (CMO) está equalizado em todas as regiões do SIN, no valor de R$ 326,41, indicando uniformidade na alocação de custos operativos em nível nacional.

Acompanhar os indicadores do PMO permite que os agentes do setor ajustem estratégias de despacho, comercialização e uso eficiente da energia em todo o país.

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