O Leilão A-5 viabiliza 65 usinas hidráulicas, com contratos que somam R$ 26,5 bilhões. O certame, realizado nesta sexta-feira (22/8) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), foi destinado exclusivamente a novos empreendimentos hidrelétricos e contratou 384,5 megawatts-médios (MWm) de energia.
Segundo a ANEEL, a diferença entre o valor-teto e os resultados do leilão gerou um desconto médio de 3,16%, o que representa economia de R$ 864,8 milhões para os consumidores.
Leilão A-5 viabiliza 65 usinas hidráulicas até 2030
O resultado contempla a construção de 55 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), oito centrais geradoras hidrelétricas e duas usinas hidrelétricas de maior porte. Os empreendimentos deverão estar prontos e iniciar a entrega de energia contratada até 1º de janeiro de 2030, com vigência dos contratos de fornecimento por 20 anos.
Nove distribuidoras firmaram contratos de compra de energia. Entre elas, destaque para a Amazonas Energia, que adquiriu 148,8 MWm, e para a Neoenergia Bahia, responsável pela contratação de 87,0 MWm. Juntas, as duas distribuidoras responderam por mais da metade da energia negociada.
Distribuidoras e impacto no setor elétrico
De acordo com a ANEEL, o leilão reforça a estratégia de diversificação e expansão sustentável da matriz elétrica brasileira, priorizando fontes renováveis e regionais. A contratação de usinas de pequeno e médio porte favorece a interiorização da geração e contribui para a segurança energética.
Os empreendimentos contratados também devem estimular a cadeia produtiva de equipamentos e serviços relacionados ao setor hidrelétrico, com expectativa de geração de empregos diretos e indiretos durante a fase de construção e operação.
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