A adoção de sistemas de armazenamento de energia com baterias integradas à geração fotovoltaica tornou-se mais atraente economicamente no Brasil, com projetos residenciais e comerciais alcançando retorno do investimento, ou payback, em aproximadamente dois anos, de acordo com dados de mercado e estudos de caso apresentados por fabricantes do setor.
A combinação da redução acelerada no custo das baterias de íon-lítio, especialmente as de tecnologia LFP (lítio-ferro-fosfato), com o aumento das tarifas de energia elétrica, tem impulsionado a viabilidade econômica de projetos que unem geração solar com armazenamento. Segundo a experiência da fabricante Powersafe, aplicações bem dimensionadas em residências e estabelecimentos comerciais, incluindo sistemas com inversores híbridos e gestão energética, têm demonstrado payback em cerca de 24 meses.
Fatores que fortalecem a adoção
Especialistas destacam que, além da economia direta na conta de luz, o armazenamento permite:
• Elevar o autoconsumo da energia solar, reduzindo a dependência da rede convencional;
• Deslocar o consumo para horários com custos mais baixos, aproveitando melhor a geração própria;
• Reduzir picos de demanda e custos associados, o que é particularmente relevante para o setor comercial.
Para muitos consumidores, especialmente no varejo, serviços e pequenas indústrias, a capacidade de manter operações durante interrupções no fornecimento de energia cria valor adicional que não se reflete apenas nas contas de luz, o que também contribui para um retorno financeiro mais rápido do investimento.
Custos e expectativas de mercado
Com o custo de baterias mais competitivo no mercado brasileiro, projetado atualmente em torno de R$ 2.000 por kWh em alguns cenários, os paybacks que antes eram estimados entre cinco e seis anos podem cair para dois a quatro anos, dependendo do perfil de consumo e da eficiência do projeto.
A expectativa do setor é que soluções de armazenamento se tornem cada vez mais comuns nos projetos solares desde o planejamento inicial, não apenas como proteção contra quedas de energia, mas como uma ferramenta de gestão energética inteligente, reforçando a segurança e a previsibilidade de custos para consumidores residenciais e comerciais.
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Imagem: Freepik