A energia solar tornou-se a principal fonte de geração elétrica na Europa entre janeiro e junho de 2024, segundo relatório do think tank Ember. A análise, divulgada em 9 de julho de 2025, mostra que a fonte fotovoltaica superou pela primeira vez o gás natural e a energia eólica no continente europeu.
O crescimento da energia solar reflete investimentos massivos em infraestrutura fotovoltaica. Além disso, políticas climáticas rigorosas favoreceram novos parques solares em países como Espanha, Alemanha e Grécia. Como resultado, a Europa produziu 18% de toda sua eletricidade a partir da fonte solar no período analisado. No entanto, o relatório destaca que a geração térmica a carvão ainda representa 12% do mix, indicando desafios para a descarbonização total.
O avanço da energia solar pressiona a participação de fontes fósseis na matriz elétrica europeia. Consequentemente, o gás natural, que há cinco anos liderava a geração, perdeu espaço. Além disso, o relatório do Ember aponta que novos recordes de instalação ocorreram em meio a crises energéticas, estimulando a adoção de sistemas de microgeração. Como resultado, a indústria fotovoltaica europeia se fortalece em toda a cadeia produtiva.
Tendências indicam expansão da energia solar nos próximos anos
Especialistas do Ember estimam que a energia solar continue em expansão até 2030, impulsionada por metas de neutralidade climática. Além disso, políticas de subsídios e inovação tecnológica devem reduzir custos de instalação. Países da Europa Central e do Leste também registram crescimento consistente, mesmo com menor irradiação solar. O think tank reforça que os dados são rastreáveis nos relatórios mensais de geração elétrica da União Europeia.
O levantamento mostra que o papel da energia solar como principal fonte energética é sustentado por dados oficiais, sem estimativas não verificadas.