Pesquisadores apresentaram um avanço relevante no campo das energias renováveis: o desenvolvimento de plantas capazes de gerar eletricidade a partir de seus próprios processos biológicos. O estudo, publicado na revista científica ACS Applied Materials & Interfaces, demonstra que é possível capturar elétrons liberados durante a fotossíntese por meio da inserção de eletrodos nas folhas.
A espécie utilizada nos testes foi a Corpuscularia lehmannii, uma planta suculenta que apresentou geração aproximada de 0,28 volts e 20 µA/cm² em uma única folha. Embora os valores ainda sejam modestos em comparação a fontes convencionais, o experimento comprova a viabilidade técnica da tecnologia e abre caminho para aplicações em microgeração distribuída e sensores de baixo consumo energético.
Suculentas foram escolhidas estrategicamente por sua alta capacidade de armazenamento de água e adaptação a ambientes áridos, características que favorecem estabilidade metabólica e eficiência energética.
A inovação reforça uma tendência crescente: a integração entre biologia e tecnologia para criação de soluções energéticas mais limpas, descentralizadas e de baixo impacto ambiental.
O avanço representa mais um passo na busca por alternativas sustentáveis que dialoguem com os princípios da bioeconomia e da transição energética.
Fonte: Diário da Região